-Kovu - ouve a voz firme chamando-o. É apenas um sonho, pensa ele. - Kovu - chama pela segunda vez, com uma cutucada no focinho. É com esse último gesto que o jovem leão abre os olhos lentamente. - Vamos Kovu, acorde. - o tom de simba gora carrega um ar de riso na voz.
Kovu ergue a cabeça, Kiara está ao seu lado dormindo de barriga para cima.
"Que horas são?", pensa ele.
-Simba...aconteceu alguma coisa? - está preocupado.
-Venha comigo, quero lhe mostrar algo. - o rei vira de costas caminhando para a entrada do dormitório.
Kovu levanta hesitante, gostaria de dormir mais um pouco, a mente anda pesada, o sono é repartido. Mesmo assim ele segue o sogro. No fundo ainda se sente envergonhado por tudo que aconteceu e quer causar uma boa impressão a partir de agora, é o que Kiara gostaria, disso tinha certeza.
Simba estaciona na ponta da pedra do rei, deixa um espaço vago para que o genro se posicione ao seu lado. Kovu percebe que o sol ainda não nasceu, mas o dia começa a clarear anunciando a chegada do grande astro daqui a alguns minutos.
-Assim como meu pai fez comigo - inicia simba - hoje eu mostro o mesmo a você. - os dois se encaram, simba percebe a dúvida no rosto de Kovu. - alguém já lhe ensinou sobre o grande ciclo da vida?
-Não Senhor. - o rei acha a formalidade engraçada. mas contém o riso.
-Entendo - encara o horizonte - na ordem da vida cada criatura importa Kovu, desde um pequeno inseto, até um enorme elefante. Todos tem um papel crucial que deve ser respeitado. A zebra come a grama, e quando morre, grama se torna. Você entende?
-Acho que sim.
-Você é tão monossilábico assim pela manhã? relaxe. - Kovu arregala os olhos, em seguida solta um riso frouxo.
-Achei que estava conseguindo disfarçar bem.
-Não mesmo. Tem algo o incomodando?
Kovu reflete, ele não sabe como começar, mas decide ser corajoso, pois não acha que haverá uma oportunidade melhor que essa, quando os dois estão a sós.
-É que toda essa conversa me faz lembrar da primeira vez que tivemos uma momento parecido, quando...quando Zira e as outras cercaram você - Simba entende onde ele quer chegar e está pronto para interromper - eu não sabia de nada, eu juro, mas ainda sinto vergonha de tudo aquilo, e o que mais quero é conquistar a sua confiança outra vez.
-Kovu, você é da família agora. Eu já o perdoei no meu coração, mas acho que falta uma pessoa.
O jovem leão arregala os olhos.
- Quem Simba? diga e eu compensarei quem quer que seja!
-Você mesmo. - a expressão no rosto de Kovu demonstra que ele não só entende, como depois de baixar a cabeça, concorda com Simba. - precisa se perdoar, meu filho.
Kovu ergue a cabeça imediatamente.
"meu filho".
-Eu disse, você agora é da família - Simba lhe oferece um sorriso caloroso. - e é por isso que preciso continuar a lição que comecei a lhe ensinar naquele dia. Você foi treinado a vida toda para odiar e matar, mas para ser o rei que as terras do reino precisam, você terá que desenvolver algo aina mais forte...amor. nós somos mais do que mil Kovu, somos um. Cada vida importa, por isso, só tiramos a vida por necessidade, não por diversão, matar não é prazeroso.
As palavras de simba nunca fizeram tanto sentido. Kovu refletiu sobre o seu treinamento para matar, que embora fosse totalmente focado em Simba, a cultura do óbito era tão palpável no exílio, que esperava que a frieza já fizesse parte do seu ser. Mas grande foi sua surpresa quando a primeira pessoa morreu por sua causa, não restou nada além de um vazio. Talvez algo que fosse carregar por toda a vida.
-É, eu senti na pele quando Nuka morreu. Nem sequer cheguei a tocá-lo, mas uma angústia se apoderou de mim quando Zira me culpou, e acho que minha irmã também. - confessou sincero - como o senhor se sentiu quando matou Scar, mesmo que por necessidade?
Simba arregala os olhos.
-Eu não matei Scar, Céus, o que falaram pra você? - Kovu franze o cenho.
"Ué, não?", pensa ele.
-Ouça, eu derrubei meu tio desta pedra, mas ele caiu vivo. Quem matou Scar foram as hienas, porque elas ouviram o que ele disse quando estava encurralado por mim. Ele jogou a culpa nelas e tentou se safar. Scar morreu pelas próprias palavras, pois traía inimigos e aliados, ele só se importava com ele mesmo.
Simba arregala os olhos.
-Eu não matei Scar, Céus, o que falaram pra você? - Kovu franze o cenho.
"Ué, não?", pensa ele.
-Ouça, eu derrubei meu tio desta pedra, mas ele caiu vivo. Quem matou Scar foram as hienas, porque elas ouviram o que ele disse quando estava encurralado por mim. Ele jogou a culpa nelas e tentou se safar. Scar morreu pelas próprias palavras, pois traía inimigos e aliados, ele só se importava com ele mesmo.
Um lapso de consciência atingiu Kovu como um raio.
Então sua vida inteira havia sido baseada em uma mentira?
-Eu...não fazia ideia Simba.
-Eu...não fazia ideia Simba.
- Eu acredito em você. Scar sempre culpou todos ao redor pelo próprio fracasso. Ele e meu pai eram irmãos, mas não de sangue, Scar era príncipe legítimo, já meu pai, foi adotado. Ambos viviam em terras distantes. Quando os dois foram expulsos por forasteiros do bando em que viviam, Mufasa o protegeu como um guardião, No caminho, conheceram a avó de Kiara, Sarabi, que também era princesa, e se apaixonou por meu pai. Scar sentiu inveja, porque a amava. Desde então Scar fez do seu plano de vida ter tudo que Mufasa possuía....inclusive tentar me apagar da história.
-Eu gosto dessa história. - a voz de Kiara faz Simba e Kovu se assustarem. - Timão, Pumba e Rafiki me contaram quando eu era filhote...bom dia pai, bom dia amor. O que estão fazendo?
-Bom dia filha - Simba é o primeiro a responder - Kovu começou hoje o treinamento.
-Ah legal! rei né? deixa eu adivinhar, caham...- Kiara engrossa a voz imitando seu pai - primeira lição Kovu, o rei sempre é o primeiro a acordar e o último a dormir. - Kovu ri.
-Muito engraçada, eu não falo assim mocinha - Kiara faz cara de "sério pai?" - ok, não vou discutir. - Os primeiros raios de sol iluminam a pelagem dos três - Kovu, continuaremos essa conversa outra hora, por hora, vamos apenas contemplar o sol nascer, e por falar nisso, tudo que o sol toca...
-Muito engraçada, eu não falo assim mocinha - Kiara faz cara de "sério pai?" - ok, não vou discutir. - Os primeiros raios de sol iluminam a pelagem dos três - Kovu, continuaremos essa conversa outra hora, por hora, vamos apenas contemplar o sol nascer, e por falar nisso, tudo que o sol toca...
Simba inicia um monólogo que Kiara sabe de cor, Kovu escuta atentamente, imaginando quantas coisas ainda tem para descobrir sobre ser um rei digno. Os três permanecem ali até que os demais leões acordem - o que acontece quase uma hora depois. As leoas saem pouco a pouco, cada uma indo direto para suas atividades costumeiras - exceto as novatas, que ainda estão um pouco perdidas. O clima - por mais amistoso que seja - é estranho entre as leoas veteranas e as recém-chegadas. Nala é a última a sair da caverna.
A rainha cumprimenta os três e explica que uma questão precisa ser resolvida, Timão estava certo, algumas mudanças precisavam ser feitas, e logo.
-Os grupos de caça estão divididos, as leoas novas não sabem ao certo qual o papel delas nesta comunidade, e as veteranas apesar de educadas, não parecem saber como incluí-las nas atividades. Precisamos dar um jeito de fazer todos entenderem nossa nova dinâmica a partir de agora.
A rainha cumprimenta os três e explica que uma questão precisa ser resolvida, Timão estava certo, algumas mudanças precisavam ser feitas, e logo.
-Os grupos de caça estão divididos, as leoas novas não sabem ao certo qual o papel delas nesta comunidade, e as veteranas apesar de educadas, não parecem saber como incluí-las nas atividades. Precisamos dar um jeito de fazer todos entenderem nossa nova dinâmica a partir de agora.
-O que de fato Timão e Pumba fizeram ontem? - pergunta Simba.
-Eu vi eles passando pelo prado, estavam ensinando às leoas onde cada coisa fica, foi algo mais didático e territorial, fora as palhaçadas com Zazu, mas isso vocês já devem imaginar - diz Kiara.
-Eu vi eles passando pelo prado, estavam ensinando às leoas onde cada coisa fica, foi algo mais didático e territorial, fora as palhaçadas com Zazu, mas isso vocês já devem imaginar - diz Kiara.
Simba e Nala se entreolham.
Sim, eles imaginam bem.
-Devemos pensar em algo sutil. - pontua Simba.
-Sim, não podemos fazer nada muito agressivo de cara, as leoas veteranas podem se sentir ofendidas. - acrescenta Nala.
-Sim, não podemos fazer nada muito agressivo de cara, as leoas veteranas podem se sentir ofendidas. - acrescenta Nala.
-E se fosse nomeada uma líder de caça ex-exilada? - diz Kovu, quando todos o olham, ele se pergunta se foi uma boa ideia ser o primeiro a falar.
-Pode falar Kovu, nos explique sua ideia - pede Simba, Kiara aguarda com expectativa o que seu esposo tem a dizer e o incentiva com um gesto de cabeça a continuar.
Kovu toma fôlego.
-As leoas exiladas são muito autônomas e as vezes insubordinadas, não acho que daria certo coloca-las de forma avulsa em um grupo de caça das veteranas. Poderia causar brigas facilmente. Por isso se uma líder de caça estimada por elas fosse nomeada, acredito que todo mundo ficaria satisfeito. As veteranas não seriam incomodadas tendo que refazer toda uma logística, e as novas vão se sentir incluídas, respeitadas, e dignas de confiança. - um momento de silêncio se instaura. Kiara olha para seus pais apreensiva.
-É de fato uma excelente ideia Kovu - o jovem leão volta a respirar aliviado. Simba também está satisfeito e orgulhoso, ele realmente considera Kovu como um filho.
-Também me parece excelente - é a vez de Nala - Você tem alguma indicação para a tarefa?
Kovu não precisa pensar muito para responder.
-Vitani, minha irmã. - Nala se lembra bem da troca de farpas entre elas, na guerra. Mas disfarça a primeira má impressão. - Ela é muito ágil e habilidosa, as leoas a respeitam, pois depois de Zira, Vitani era a segunda no comando. Creio que não há escolha melhor.
Simba fita sua esposa esperando captar nela algum sinal de aprovação. Mas percebe que Nala hesita. Ele anota mentalmente que irá perguntá-la depois, quando estiverem a sós.
Simba fita sua esposa esperando captar nela algum sinal de aprovação. Mas percebe que Nala hesita. Ele anota mentalmente que irá perguntá-la depois, quando estiverem a sós.
-Vamos levar em conta sua sugestão Kovu. Eu e Nala resolveremos a questão o quanto antes, sobre Vitani, vou observar antes de decidir de fato, espero que entenda que temos pouco contato com ela.
-Sim, com certeza! entendo totalmente.
-Sim, com certeza! entendo totalmente.
Nala está satisfeita com a resposta do marido.
-Excelente. Você e Kiara estão dispensados por hoje, mas amanhã você patrulhará comigo. - Kovu assente entusiasmado.
Ele e Kiara se despedem começando a descer a espécie de escadaria na pedra do rei. Mas Kiara lembra de algo.
-Kovu, espere aqui, esqueci de falar algo ao meu pai. - Kovu não tem tempo de responder, sua esposa já volta apressada para o lado de Simba. o jovem leão decide esperar Kiara no gramado, para não atrapalhar a passagem das leoas na escadaria.
Ele e Kiara se despedem começando a descer a espécie de escadaria na pedra do rei. Mas Kiara lembra de algo.
-Kovu, espere aqui, esqueci de falar algo ao meu pai. - Kovu não tem tempo de responder, sua esposa já volta apressada para o lado de Simba. o jovem leão decide esperar Kiara no gramado, para não atrapalhar a passagem das leoas na escadaria.
Simba está quase perguntando à nala sobre Vitani, mas Kiara chega interrompendo o momento.
-Pai, mãe - sua respiração é um pouco ofegante - eu sei que não a conhecemos direito, mas pensem com carinho, Vitani perdeu dois familiares há quatro dias, ela também merece uma segunda chance para recomeçar. - Kiara suplica, ela recorda o que sua cunhada disse quando se encontraram no lago no dia anterior.
Simba e Nala se entreolham. Ambos se compadecem da petição da filha. Desde a guerra, Kiara ganhou mais credibilidade com eles, na verdade, com todos. Ela é vista como uma leoa digna do reinado, não mais como uma filhote indefesa, e até mesmo Simba se dá conta disso, mesmo que as vezes, seu lado paterno grite mais alto .
-Pai, mãe - sua respiração é um pouco ofegante - eu sei que não a conhecemos direito, mas pensem com carinho, Vitani perdeu dois familiares há quatro dias, ela também merece uma segunda chance para recomeçar. - Kiara suplica, ela recorda o que sua cunhada disse quando se encontraram no lago no dia anterior.
Simba e Nala se entreolham. Ambos se compadecem da petição da filha. Desde a guerra, Kiara ganhou mais credibilidade com eles, na verdade, com todos. Ela é vista como uma leoa digna do reinado, não mais como uma filhote indefesa, e até mesmo Simba se dá conta disso, mesmo que as vezes, seu lado paterno grite mais alto .
-Pensaremos com carinho, minha filha. - diz Simba, Nala assente.
-Muito obrigada - Kiara sorri calorosamente e abraça os pais.
Nala espera que ela se afaste e vá de encontro a Kovu. Quando a filha está longe o suficiente para não ouvi-la, ela por fim diz:
-Só espero que essa segunda chance não nos custe mais nada. - Nala tem melancolia na voz. Se lembra de um passado não muito distante, quando outro filhote era dono de sua atenção. Infelizmente a segunda chance dada a Zira, custou a primeira chance de seu filho, mas essa é uma dor que, a depender dela, sua filha nunca saberia. Kiara merecia viver sem esse peso, essa responsabilidade era sua e de Simba, apenas. Por isso, haviam decretado que ninguém deveria falar ou comentar sobre o assunto, nem mesmo os súditos.
-Muito obrigada - Kiara sorri calorosamente e abraça os pais.
Nala espera que ela se afaste e vá de encontro a Kovu. Quando a filha está longe o suficiente para não ouvi-la, ela por fim diz:
-Só espero que essa segunda chance não nos custe mais nada. - Nala tem melancolia na voz. Se lembra de um passado não muito distante, quando outro filhote era dono de sua atenção. Infelizmente a segunda chance dada a Zira, custou a primeira chance de seu filho, mas essa é uma dor que, a depender dela, sua filha nunca saberia. Kiara merecia viver sem esse peso, essa responsabilidade era sua e de Simba, apenas. Por isso, haviam decretado que ninguém deveria falar ou comentar sobre o assunto, nem mesmo os súditos.
Simba entende a preocupação da esposa e a abraça de imediato.
-Também espero. - os dois permanecem ali, se preparando mentalmente para a agenda matinal que seguiriam pelo resto do dia.
-Também espero. - os dois permanecem ali, se preparando mentalmente para a agenda matinal que seguiriam pelo resto do dia.
Oi! Só queria dizer q acompanhei seu blog à muito tempo atrás e vi hj q vc voltou a postar e fiquei muito animada, volta e meia eu revejo alguns blogs antigos, mas é raro ver alguém interessado em TLK atualmente, só no Deviantart tem histórias recentes em inglês.
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